domingo, 26 de abril de 2020

SINDICAL E POPULAR - Aririú da Formiga na Luta

Minha militância na Palhoça, especificamente no Aririú da Formiga foi momentânea, em especial no período de 2008/2009, momento da construção de uma praça de pedágio na BR-101, as margens desta comunidade. Foi neste período que elencamos várias demandas no sentido da melhoria do acesso ao bairro, bem como da não implantação da praça de pedágio, a qual funcionou por um tempo mas foi desativada e reconstruída em outro local, na divisa com o município de Paulo Lopes. Abaixo, uma Moção de Repúdio da época, que retrata o autoritarismo da PRF para com a comunidade...
Moradores de Palhoça não pagam mais pedágio na cidade a partir ...

MOÇÃO DE REPÚDIO


O Conselho Comunitário do Aririú da Formiga vem por meio desta manifestar o seu Repúdio em relação ao Estranho Comportamento de alguns membros da Polícia Rodoviária Federal, do Posto Rodoviário Palhoça, mais especificamente, do Aririú da Formiga, nos últimos tempos.
É inadmissível que nós moradores sejamos tratados com tamanha estupidez, arrogância, desrespeito e inclusive com violência por alguns agentes da Polícia Rodoviária. Também é inaceitável que, depois de sermos altamente prejudicados pela instalação da Praça de pedágio, tenhamos nossos acessos bloqueados também pelo pátio da Polícia Rodoviária Federal, que é um órgão público e, portanto têm seu espaço de acesso á todos.
Soma-se a isso o comportamento da PRF durante a construção do pedágio e duplicação da BR 101 no trecho dentre o Trevo de Santo Amaro e a Ponte do Rio Cubatão. No momento em que a travessia da BR 101 na altura do Posto da PRF se mostrava precária e muitíssimo perigosa (durante as obras de duplicação), os agentes da PRF não desempenharam seu papel de garantia da segurança aos usuários da Rodovia, mas, de modo contrário aproveitaram-se da oportunidade para emissão de multas e distribuição de agravos e desaforos á comunidade, exercendo quase sempre de forma abusiva a sua autoridade.
Além disso, fato ocorrido nos últimos dias, um trabalhador da comunidade, nascido e criado no bairro, levou um tiro de um agente da PRF, quando atravessava a via pública, ao lado da mesma. Justamente no local onde deveríamos ter passarela, calçadas, vias de pedestre para fazermos a travessia, impuseram-nos um monte de muretas de concreto que impedem a passagem com um mínimo de segurança para nós moradores, dentro do nosso próprio bairro, cerceando o direito de ir e vir de mais de 2.500 pessoas.
Temos certeza de que não é essa a polícia que a sociedade quer. Ao invés de oferecer segurança, confiança e proteger a vida dos cidadãos, promove a violência e o medo, demonstrando descaso com relação à vida alheia. Ao invés de facilitar a vida dos moradores em virtude dos problemas existentes, a polícia aproveita-se da situação para dificultar e penalizar os usuários da rodovia, desta forma, fazendo com que os impostos pagos por nós para mantê-la sejam utilizados contra nós. Qual é a instrução pedagógica que formaram esses policiais? A que instrui os mesmos no sentido de tratar os/as cidadãos com dignidade e respeito, ou outra construída na base da ignorância e do autoritarismo dos tempos da ditadura. Esse tipo de formação não coaduna com o regime democrático que vêm florescendo nas últimas duas décadas.
Por tudo isso e muito mais, exigimos que algumas medidas sejam tomadas por parte das autoridades competentes, no sentido de dar um basta nessa terrível situação, identificando  e punindo os responsáveis, para que a comunidade e os usuários da  rodovia, voltem a sua tranqüilidade costumeira. 

Assinam essa moção:
Diretoria do Conselho Comunitário do Aririú da Formiga e abaixo assinados:

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