segunda-feira, 27 de abril de 2020

SINDICAL - QUANDO A SUÁSTICA TRANSPARECE POR BAIXO DO COLARINHO BRANCO

Há exatos dois anos, no dia 27 de Abril de 2018, estávamos nós em franca luta contra a aprovação da lei municipal que criaria as Organizações Sociais (OSs). A máquina da prefeitura financiando a mídia hegemônica para manter sua narrativa, permitiu a um colunista de um desses aparelhos, expor a companheira Sabrina, professora, exemplo de ética e grande amiga. Em resposta nasceu o texto abaixo, o qual apesar de datado no tempo, já apontava a tempestade que estava sendo produzida em todas as esferas, na lógica do falem mal mas falem de mim, bem como do consequente cerceamento dos direitos sociais e liberdades democráticas... A luta continua, as OSs avançaram no formato aprovado apenas na Saúde. Na Educação se materializaram como OSC, Organização da Sociedade Civil, mas tiveram o contrato rompido fruto das denuncias de nosso Sindicato. Estão municipalizadas temporariamente, mas a luta continua! Abaixo o texto da época...



QUANDO A SUÁSTICA TRANSPARECE POR BAIXO DO COLARINHO BRANCO
Ao afirmar que “não há bom humor”, um pseudo-jornalista de uma mídia comprada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis anunciou, ao longo desta semana sua posição favorável às Organizações Sociais (OS) e, de forma mal humorada, tentou desmoralizar a nós, servidores públicos municipais, questionando a qualidade de nosso trabalho e ameaçando nos visitar, no trabalho cotidiano, para referendar sua opinião. Obviamente em reação, choveram mensagens de respostas nas redes sociais, tanto dos próprios servidores como de demais moradores e usuários do serviço público de nossa cidade, contrários às OS e a rasa opinião do pseudo-comentarista (utilizarei apenas “pseudo” nas próximas citações para o litlle-nazi). Se é verdade que muitas dessas mensagens explicitaram a indignação e a capacidade crítico-argumentativa de nossa categoria, o fato é que na política do falem mal, mas falem de mim o pseudo vem se promovendo e num momento seguinte publicou um novo comentário, dessa vez deixando transparecer a suástica escondida por baixo de seu colarinho branco.
Com o objetivo de dissertar sua opinião “sobre os servidores” o pseudo expôs de forma constrangedora a vida profissional de uma servidora que produziu uma excelente reflexão sobre como ele deveria fazer a tal visita ao seu trabalho, expondo que a jornada começa muito antes do sinal bater na escola e vai muito além do termino da aula. Com o discurso moralista apelativo, o pseudo, de forma sediciosa, colocou em cheque a qualidade da educação infantil e publicou informações sigilosas da vida funcional dessa profissional que no último período passou por uma situação extremamente delicada que culminou com o falecimento de sua mãe. A falta de amor ao próximo do pseudo só não foi maior em seu texto porque faltou espaço no seu quadro impresso no jornal.
Pseudo, diferente de seu posicionamento sensacionalista, você não sabe como é ser servidor público, muito menos o que é ser educador, menos ainda o que é a exemplar qualidade reconhecida de nossa educação infantil muncipal. O que motivou a minha reflexão contraditória que apesar de dar ibope para sua pseudo-coluna, é a defesa do serviço público, a defesa da educação pública e de qualidade e, em especial, a defesa de uma excelente profissional, um exemplo de mãe, um exemplo de filha, um exemplo de amiga. Pseudo, minha mensagem é para fortalecer aqueles que lutam, para defender o que ainda nos resta de democracia, reafirmar que ilegal é sua fonte que expôs nossa vida funcional, e nossa luta, em desobediência civil, se dá no campo da legitimidade! Eu, Marcos Cordeiro Bueno, Professor de Educação Física, Diretor eleito e em segundo mandato legitimado pela comunidade, assim como a companheira por você exposta, e os quase dez mil servidores e servidoras que nesse momento estão em greve e em luta na defesa do serviço público, só aprendemos que não devemos dar ibope para pseudos como você, mas sim seguirmos firmes na luta, recebendo apoios solidários de várias entidades sindicais, populares, estudantis, a nível municipal, estadual e nacional e, de forma conjunta com toda classe trabalhadora defendermos o direito de toda a população que precisa do serviço público, o qual talvez um dia você pseudo também precise.

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